Relatos de uma brasileira em Berlim.

Olá a todos.. fiquei sumida por um bom tempo… a culpa é das férias da faculdade rsrs. Eu estava perambulando pelos blogs da internet e achei uma matéria muito interessante e gostaria de compartilhar com vocês! Lá vai…

Berlim, uma cidade onde você pode ser o que quiser…

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Berlim é fácil. É uma cidade acolhedora. Tem um bairro que tem tanta imigração turca que alguns lugares parecem saídos da Capadócia: têm nome, placas, produtos, cartazes na parede todos em turco.

Uma esquina em Kreuzberg

Berlim é baratíssima, mistura arquitetura neoclássica, comunista e moderna, tem um transporte público muito eficiente e ainda é totalmente plana, o que significa que é fácil ir de bike pra todo lado. Tem tanta arte que a Alemanha concede visto pra artistas. E não importa o que você aprecia, tem pra todos os gostos: as ruas estão abarrotadas de grafitti e stencil (apesar de Berlim ter uma polícia só pra prender os ‘vândalos’), galerias de arte ocupam salas em bares escondidos em ruas que você nem imagina, tem muita gente muito bem vestida… o que não é difícil, já que um suéter usado custa 1 euro. Aliás, é essa mesma cultura de reutilização que coloca na calçada colchões, camas, geladeiras, armários, luminárias – tudo ótimo estado, ‘desprezado’ pelo dono mas pronto pra ser acolhido pelo primeiro que levar.

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Em Berlim, se te perguntam ‘o que você fez no fim de semana’, é sempre complicado responder. Porque na maioria das vezes, pros padrões paulistanos, eu não fiz ‘nada’. A verdade é que tem tanto pra descobrir e conhecer – a maioria dos programas gratuitos, veja bem – que no tempo livre as pessoas acabam emendando um programa ao ar livre no outro. Começa o dia atravessando a cidade de bicicleta, termina em um bar charmoso de luz amarelada, gastou pouco e de repente teve um dos finais de semana mais divertidos da vida.

canal2

 

Pra quem gosta de descobrir uma cultura pela gastronomia, também vale. Há bairros com restaurantes indianos (muitos, é verdade), sudanês, africano, italiano, espanhol e japonês a três quarteirões. Se você for mais longe, pode comer comida russa. Ou sérvia, ou vietnamita, americana, portuguesa, ou tailandesa. O pão, os bolos e as tortas são os melhores do mundo e há bairros onde toda rua tem uma padaria. E há, claro, o Kebab e todas as outras especialidades turcas e árabes trazidas pelos imigrantes e que acabaram se tornando culinária quase local.

Hambúrguer de polvo, no White Trash

 

[Verdade que alguns berlinenses não são lá as pessoas mais sorridentes e receptivas do mundo. Descendentes de imigrantes tendem a ser mais pacientes, mas os alemães old school são complicados de lidar.]

É verdade, também, que tem gente fedendo no metrô e coco de cachorro na calçada. Tem lixo no chão, paredes pixadas, ratos e gente pelada fazendo xixi dentro do metrô. É uma cidade grande, e às vezes tem até trânsito! 😦

Mas vamos ignorar esses fatos e saber que há uma cachoeira no centro da Cidade!

cachoeira no centro de b.

 

Mais importante: Em Berlim, todo mundo pode ser o que quiser. Nos shoppings, funcionárias da limpeza de 45 anos não precisam esconder a tatuagem no dedo ou o cabelo metade verde, metade rosa. Mesmo cheio de dreads, o fiscal do metrô vai te multar por não ter carimbado o bilhete. E bem, uma mendiga de sobretudo e chapéu vai recusar framboesas vermelhinhas como esmola, apesar de ter deixado claro que só aceita ofertas vegetarianas. E tudo isso é normal.

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Em Berlim você encontra todo tipo de gente – todo tipo! – convive harmoniosamente e recebe mais ou menos o mesmo respeito e as mesmas oportunidades. No transporte público, nas ruas, nos espaços de lazer, nos restaurantes e, quase sempre, você observa que elas não recebem olhares estranhos por terem a cara tatuada, dançarem no meio fio ao som do jazz que vem de dentro do bar na esquina, andar com um rabo pendurado na parte de trás da calça ou estar vestido de mergulhador em um domingo no parque (com direito a tanque de oxigênio).

canal

A propósito: esses exemplos foram todos reais.

Esse texto foi redigido originalmente por Ana Freitas.

blog: Olhômetro

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