Planejamento Urbano.

1-VIDA x ARTE

Complexidade da cidade – Muito tipo de gente num único espaço.

A cidade não pode ser uma obra de arte porque alem de bela tem que ser funcional.

A arte tem sua importância, precisamos dela para expor o modo como vemos a vida, cada pessoa vê a vida de uma forma, portanto um mesmo ponto será diferente dependendo de quem o vê.

A arte e a vida são elementos que estão entrelaçados, mas não são a mesma coisa.

VIDA – tudo o que se passa ao seu redor

ARTE– o modo como você vê tudo ao seu redor e o representa em determinado lugar , projeto ou obra.

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2-Para se planejar uma cidade, se faz necessário que se pense num sentido coletivo e não pessoal, pois estará projetando para a coletividade utilizar-se do local e não somente para quem o projetou.

A verdadeira arte só é gerada se houver escolha, organização e domínio consistentes. Deve enquadrar-se ao publico e ao local em que será inserida.

O mau uso da arte traz prejuízos a uma cidade, dentre eles a ‘morte’ da mesma.

A utopia, provinda dos pensamentos dos urbanistas que impõem a arte, transforma a cidade numa obra de arte.

3-Os arquitetos, em sua maioria não são aptos a planejar uma cidade através de um estudo da vida sem desprender-se da forma de expressar a vida numa característica única e pessoal.

City Beautiful – exemplo de cidade onde foi superestimado o valor da arquitetura e da beleza, da arte como um todo. O que veio a atrapalhar o completo desenvolvimento das cidades que adotaram esse sistema pois enquanto se dava valor a beleza, a integração da cidade ficava de lado, sendo assim as zonas periféricas dessas cidades ficavam esquecidas e os moradores desses lugares não frequentavam a parte bela da cidade. Se não houver uma integração o sistema acaba falindo.

O correto num planejamento urbano seria dignificar tanto a arte como a vida.

4-FORMAS- Criar formas ordenadas não é sinônimo de se alcançar bons resultados tão somente devido a ordem com que as formas foram criadas. Seria fácil se funcionasse desta maneira um projeto. A forma, por melhor que ela seja, não será funcional se não for estudada previamente.

O que nos facilita o projetar uma cidade, é por estarmos inclusos nesse meio.

Não há na cidade um elemento chave (de onde todo um projeto surge) a mistura é o elemento fundamental.

Não se deve criar uma cidade através de um único elemento como vias de trafego ou passeios públicos, há uma necessidade de se pensar no conjunto como um todo.

A estrutura real de uma cidade consiste numa combinação de usos. A cidade se constitui de um uso dinâmico do espaço. Nas áreas vitais de uma cidade o planejamento deve ser claro e funcional.

A arte pode derivar-se da ênfase e da sugestão. Participação de outros pontos de vista de diferentes tipos de pessoas em um determinado planejamento pode ser de extrema importância para a funcionalidade do mesmo. Quando há mais opiniões do que somente a do projetista, a visão do planejamento se amplia.

5-RUAS – são as principais ‘paisagens’ das cidades – nos mostram que a vida é intensa e se compõem de elementos diferentes.

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Toda a vida, diversidade e intensidade de uma cidade se mostram em suas ruas.

6-A ordem visual e funcional das cidades se compõe da diversidade e intensidade.

DIVERSIDADE – WEST SIDE MANHATAN – Para não gerar um cansaço visual, nas ruas longas e ortogonais, foram adicionadas ruas no sentido oposto para gerar diversidade – uma das mais valiosas contribuições norte americanas para táticas de planejamento urbano.

CONTINUIDADE/REPETIÇÃO- Para haver ordem não é necessário se utilizar da continuidade que, se muito usada causa cansaço visual. Para que isso não ocorra, pode –se usar prédios, praças ou elementos diferentes para cortar a continuidade do traçado de uma cidade.

7-GREENWICH VILLAGE –  (traz a diversidade) Bairro dos EUA com importância cultural e histórica, é mantido por esses dois fatores.O bairro é tido como um museu e galeria a céu aberto. Nesse bairro já ocorreram diversos tipos de protestos. O que fez com que se tornasse uma referencia cultural para a região.

8-TERMINAL DA ESTAÇAO DE NY – (diversidade) Onde o diferente se torna um conjunto que traz beleza a cidade.

9-RECORTE VISUAL- A técnica tem os lugares certos a ser aplicada. Muitas barreiras também é uma forma de continuidade, o que não é sempre positivo num planejamento urbano. Os recortes visuais devem ser interessantes e não um posto de gasolina ou um edifício abandonado, isso empobrece a cidade.

RUAS DE SÃO FRANCISCO –  Ortogonais, mas pelo fato de a topografia ser irregular, as malhas viárias provocam um interessante resultado o qual agrada a vista.(recortes visuais naturais)

10-PONTOS DE REFERENCIA/VISUAIS – São bons e tornam a cidade interessante, não necessitam ser os maiores e mais altos edifícios, precisam ser diferentes e se destacar no meio em que estão. Um ponto de referencia também pode ser marcado pelo seu uso. (ex. principal hospital da cidade, se destaca pois é o principal)

MASP – ponto de referencia, tanto pelo uso quanto pela arquitetura.

11- IGREJA DA TRINDADE – ponto de referencia, se a igreja estivesse junto com outras construções semelhantes não teria o mesmo valor visual. É necessário estudar onde por o ponto de referencia.

12-EMPIRE STATE – ponto de referencia, grandioso e ponto de referencia.

13 – Definição da cidade: Detalhes que se completam e se sustentam mutuamente.

Porto - Cidade Invicta

 Parte do livro ‘Vida e morte das cidades’

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