Palladio

Vamos acompanhar a história desse jovem arquiteto:

CoAndrea_Palladiomeçou desenvolvendo algumas formas arquitetônicas de decoração, ficou nessa atividade por uns 3 anos, junto com Bartolomeo Cavazza. Rompe seu contrato e foge para Vicenza e por lá fica. Começa a trabalhar como aprendiz e passa a ser assitente de Giovanno da Pedemuro e Girolamo Pittoni, escultores famosos da época. Nesse trabalho permanece fixo por 14 anos.

Aos trinta anos Palladio numa vila em Cicrioli. Giangiorgio Trissino, proprietário das obras na vila, conhece Palladio e gosta de seu trabalho e decide investir na formação acadêmica de Palladio, puxando os estudos para o estilo Clássico.

Elabora um tratado para trazer praticidade à arquitetura, tira o que é demais e deixa o essencial.

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Sua formação cultural e seu aprendizado ocorrem também, a partir de um contato direto com a arquitetura clássica e contemporânea de Roma e também com o estudo detalhado que realiza sobre o tratado de Vitrúvio. Para tanto Palladio segue, como vimos, os ensinamentos e a orientação de Giangiorgio Trissino, que no ano de 1541 estaria acompanhando-o em sua primeira viagem a Roma. Posteriormente em 1547 e 1554 estará realizando duas outras viagens a Roma e também através de várias cidades da Itália.

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Durante suas viagens de estudo, Palladio desenhava e tomava medidas dos edifícios, fazia croquis em sua maioria utilizando-se de projeções ortogonais, com as quais procurava resgatar com precisão a forma arquitetônica. Esse processo de estudo e conhecimento se destaca como um momento de fundamental importância para a sua formação. Ao investigar a arquitetura de Roma, Palladio não está buscando exemplos, mas interlocutores, para o diálogo que constantemente irá estabelecer entre a sua arquitetura e aquela analisada, entre a teoria (idéia) e a sua prática.

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São diversas e variadas as obras de arquitetura realizadas por Palladio ao longo de aproximadamente quarenta anos, por um lado colocando-se diante de problemas únicos como a Loggia da Basílica de Vicenza, o teatro Olímpico, o palazzo Chiericati ou mesmo as duas igrejas e a ponte do Rialto em Veneza. Por outro lado, trabalhando sobre uma similar requisição, desenvolvendo um grande número de projetos para residencias, sejam elas na cidade ou no campo. A cada novo projeto Palladio recupera aspectos do anterior, elaborando novas relações e estabelecendo no interior de sua obra um constante processo de comunicação entre as partes. É esse processo que vai caracterizar seu procedimento projetual, tornando-se não uma fórmula sistematicamente repetida, mas uma estratégia adotada de maneira consciente na busca de seu desenvolvimento. É, por um lado, no interior de cada projeto que esse processo vai acontecer, e, por outro lado, no conjunto de seus projetos, no todo de sua obra, que Palladio vai estabelecer um outro nível projetual. Palladio desenvolve de fato um meta-projeto a partir do redesenho de suas próprias vilas fazendo assim sua produção se tornar mais atualizada. Produção que se completa e recebe uma forma final não arquitetônica mas literária (ou teórica) com seu tratado: I Quattro Libri dell’architettura (Veneza, 1570), um dos mais importantes tratados arquitetônicos de seu tempo cuja ressonância chega até os dias de hoje.

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Fonte: http://www.eesc.usp.br/babel/Palladio_biografia.htm (texto com alterações)

 

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