Por que a Torre de Pisa é ‘torta’?

14475468-leaning-tower-of-pisa-summer-dayAula de estrutura com um professor de engenharia civil e eis que surge um assunto muito interessante ‘Por que a Torre de Pisa é ‘torta’?

Nos meados de 1300 sabemos que não havia toda tecnologia existente nos dias atuais, sendo assim, as técnicas construtivas eram totalmente diferentes. Os engenheiros cavavam um buraco para a fundação que tivesse relativamente o mesmo peso que teria a construção. Observavam o solo, analisando se era compatível em todas as partes. Feito isso eles começavam a construir.

O solo foi cavado, o edifício foi erguido mas mal sabiam eles que 15 metros abaixo do que tinha sido cavado, predominantemente de um lado da edificação, havia um solo da era glacial, um solo inconsistente (a resistência mecânica desse solo, vinculada as características geológicas do protólito, foram superadas, deformando-o.) e, no momento em que recebeu a carga (peso da Torre) começou a ocorrer um efeito como o de uma esponja cheia d’água ao ser pressionada. A água não curte muito trabalhar sobre pressão então ela ‘vazou’. 🙂 Com isso, ficou um espaço a ser preenchido, e agora você já deve estar entendendo o por quê da torre começar a ceder… O solo começou a ocupar a parte que antes estava a água e então a Torre (para não ficar muito chato) decidiu acompanhar.

O ser humano, com seu costume de sempre dar ênfase ao que está errado, quando viu que a Torre estava ‘torta’, esqueceu da maravilhosa catedral que está logo ao lado só porque ela não quis ir pelo mesmo caminho da torre, decidiu ficar reta haha. Pelo fato da Torre  ser fora do padrão ganhou elevado destaque. Quando falamos de Itália, primeiro lembramos das massas, macarrão e logo após nos vem a memória ‘ Torre de Pisa’, como gostamos de colocar adjetivos em tudo ‘ A Torre torta, inclinada…que vai cair’ e por aí vai…

O edifício recebeu muitas visitas, ficou no hall dos famosos mas estava cada vez pior, cedendo cerca de 0,5 cm por ano. Logo estaria no chão. A Itália então, não querendo perder seu ponto turístico, abriu um concurso onde a proposta era trazer a Torre de volta numa inclinação aceitável e fizesse com que ela parasse de ceder de uma vez por todas. Para que não virasse festa, todos os escritórios querendo participar para ganhar destaque, colocaram alguns impedimentos, e o 1º deles foi logo na compra do edital : R$ 100.000,00 (Básico.)

O escritório selecionado então apresentou a proposta que foi aderida: A fundação seria tipo estaca raiz (a ideia foi tirada da estrutura de uma árvore, daí o nome), essas estacas venceriam os quinze metros abaixo do que foi cavado inicialmente, passando o solo ‘mole’. Para que a Torre se reerguesse injetaram nitrogênio no solo mole e a água existente expandiu, pressionando o solo para cima para que a Torre voltasse um pouco, do outro lado, onde tinha o solo firme, o enfraqueceram para que a Torre ao ser levantada, não encontrasse resistência do outro lado. Junto com isso, usaram vários macacos hidráulicos usados cada qual em seu devido momento para que a torre não se dividisse ao meio. Junto com cabos de aço a ação foi finalizada com sucesso.

Hoje a Torre de Pisa continua inclinada, mas não mais corre risco de desabar e sua inclinação será sempre a mesma pois a fundação foi feita para que ela não se mova mais.

Ficha Técnica:

Altura: 56 metros

Inauguração: 1372

Endereço: Piazza del Duomo, 56126 Pisa, Itália.

Estilo Arquitetônico: Arquitetura Românica

Função: Campanário

Arquiteto: Bonanno Pisano

Débora Bonetto

 

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