Como eram as arquiteturas do século XVIII?

Onde vamos aprender sobre arquitetura hoje?

Vamos para o Centro Histórico de Salvador, Bahia.

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Arquitetura Residencial e Oficial.

No Brasil, principalmente nas áreas perto das praias onde foram as primeiras instituições de espaços como cidade, observamos que inicialmente não havia regras para construir ou para as delimitações de espaços de terras. As cidades surgiam de forma irregular, com ruas tortuosas. Esse crescimento, em sua maior parte desordenado não durou mais que duzentos anos. A partir de 1626, não foi mais permitido a construção de casas sem previamente serem aprovadas pelo orgão responsável. Passou a ser proibido janelas que dessem para a rua de forma a atrapalhar a circulação de pedestres; o uso de treliças de madeira nas janelas para observar-se o exterior sem prejudicar a privacidade do interior da residência, também foi proibido o despejo das águas da chuva provenientes do telhado direto na calçada pública, sendo-se então exigido o uso de calhas condutoras, foi proibido a construção de sotãos com frente para locais públicos.

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Em 1808 abre-se o mercado brasileiro ao comércio exterior fazendo com que muitos materiais antes não utilizados na arquitetura brasileira começassem a ser usados, modificando então o aspecto da arquitetura no país a partir dessa data.

Pode-se destacar o uso de novos elementos, tais quais: calhas e gradis metálicos, ladrilhos cerâmicos, estatuetas e ornamentos em relevo de louça, gesso e outros tipos de argamassa.

As edificações coloniais, a partir de então, começaram a passar por um processo de diversificação e reformas construtivas com o uso desses novos elementos em suas fachadas.

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Salvador, Bahia

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Centro Histórico de Slavador, Bahia.

Patrimônio Cultural.

Salvador foi estabelecida como a primeira capital das terras portuguesas do novo mundo. Para a construção da cidade foi escolhida uma área estratégica: Lugar com águas tranquilas e com a existência de um amplo platô de 65m acima do nível do mar. A cidade foi construída em dois níveis – Uma ‘cidade alta’, destinada às zonas residenciais e administrativas, e a ‘cidade baixa’, voltada para as atividades portuárias, conforme tradição urbanística portuguesa.

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Nas residências de Salvador, não havia separação de espaços – Rico/Pobre – A separação se dava no interior do imóvel.

Residências e variados comércios eram misturados, sendo assim, observou-se a necessidade de uma organização dos tipos de comércio que foram então estabelecidos por rua, ou seja, a rua X atenderá às tabacarias, a rua Y atenderá aos serviços de Alfaiates, e assim por diante.

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No século XVIII, a cidade de Salvador não contava com sistema de água e esgoto, tornando o lugar insalubre. Começou-se, desde então a haver uma preocupação em relação à salubridade dos ambientes, fazendo com que fossem adotados novos métodos para que esse problema fosse solucionado. Nessa época houve uma separação entre classe rica e  classe pobre, destinando-se então eixo norte para os empobrecidos e eixo sul para os mais abastados. O centro histórico de Salvador tem uma característica heterogenea, devido ao fato de que ao passar dos séculos, os usos e costumes da região iam se alterando, refletindo-se então na arquitetura. Isso ocorreu por longos cinco séculos. Hoje vemos os resultados estampados nas mais diversas arquiteturas encontradas no local.

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