Grande hotel – Pelotas

Grande Hotel – Pelotas

Grande Hotel - Pelotas
Grande hotel – Pelotas (foto autoral)

Segundo o livro Aprendendo com Las Vegas, o edifício se enquadra mais no estilo Pato, pelo fato da construção encerrar em si sua própria referência. Contanto, traz em si resquícios da era nomeada por Venturi como ‘’galpão decorado’’, pois ainda não está de todo imersa no movimento moderno, podendo-se observar traços decorativos ignorados pelos modernistas e conceitos diferenciados, encerrando-se no estilo mais adequado ao seu perfil : o eclético.

Projetado pelo Engenheiro Theóphilo Borges de Barros, o edifício foi construído entre 1924 a 1928. Abrigou muitos ilustres e representava o status da época. Hoje é um bem tombado e foi adquirido pela Universidade de Pelotas para que o edifício sirva de sede para o curso de Hotelaria e Turismo.

Foi o edifício que mais me chamou a atenção quando visitei a cidade de Pelotas. Acredito que um dos fatores que devem ser levados em conta é o interesse que certa edificação causa no espectador. A vontade de utilizá-lo de alguma forma. Acredito que os estilos em sua totalidade não devem ser seguidos individualmente, mas é interessante que os arquitetos tenham um senso crítico apurado e pensamento aberto para utilizar-se do melhor de cada descoberta para criar o que é necessário para a sociedade moderna atual. Se houver essa interação e troca de valores e referências entre os estilos, é possível chegar em soluções para os atuais problemas que enfrentamos na nossa sociedade no aspecto urbano – arquitetônico. Descartar o que não funciona e selecionar métodos eficientes. Acredito que não há a necessidade de se desapegar totalmente de um estilo antigo e recriar os conceitos adotados na arquitetura até então. Também não há necessidade de atacar certo movimento tendo-o como completamente errado e ineficiente pois, todas as descobertas somam para um amadurecimento no pensar e é essa dinâmica que nos permite progredir como sociedade. Não defendo a bagunça e a confusão, não. Mas, se o indivíduo arquiteto sabe raciocinar claramente sobre os estilos, o que gerou na sociedade, suas eficácias e ineficiências e, com isso montar um plano positivo para qualquer segmento da sociedade, sou totalmente a favor de que o mesmo o utilize de forma a agregar valor à sociedade possibilitando futuras descobertas em diversos setores, pois ao contrário do que muitos pensam, o mundo continua dinâmico e há muitas coisas a serem descobertas ainda. A estagnação não pode fazer parte da rotina de pensamentos de um arquiteto, ele deve estar sempre aberto ao novo. O edifício do Grande Hotel de Pelotas, em seu estilo eclético mostra que, mesmo não sendo fiel a um único modo de pensar, é possível obter-se excelentes resultados que permeiam o tempo e a sociedade.

Débora Bonetto.

 

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Um comentário em “Grande hotel – Pelotas

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  1. Este é o meu sonho conhecer e estar em um hotel desta envergadura. Tenho 57 anos sou funcionária Pública Muncipal Da Cidade de Coronel Fabriciano. – MG
    Parabenizo a arquiteta por tão explendoroso trabalho. E que nesta ano de 2.017 ela possa conquistar grandes possibilidades.

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